GRANDES REMIXES JAMAIS OUSADOS 10

Posted Sexta-Feira, Julho 25, 2008 by VP
Categories: música

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
ôôô

(Lennon & McCartney in Lucy in the sky with diamonds)

Ela é puro êxtase
(Ecstasy
)

(Guto Goffi & Maurício Barros in Puro êxtase)

A REPETIÇÃO COMO FARSA

Posted Sexta-Feira, Julho 25, 2008 by VP
Categories: atualidades

Depois da aparição em Israel e do magnífico comício em Berlim, não há dúvida de que Barack Obama já é o candidato do mundo à presidência dos EUA. (…)

(Nota: tudo bem, eu sei perfeitamente os malefícios que um democrata na presidência dos EUA costumam causar à pobre economia da Botocúndia aqui. Mas quer saber? foda-se. O mundo precisa de um símbolo qualquer de tolerância e integração. O cara é negro, tem sobrenome árabe e é americano. Precisa mais o quê? Tecnicismos que fiquem para depois, esse mundo precisa de diálogo, de diplomacia, urgente! Foi com isso que os oito anos da besta quadrada do apocalipse acabaram. E para a pobre economia de Pindorama, deixo uma frase do tempo do meu tataravô chinês: quem não tem competência não se estabelece. E vamos em frente. )

(…) O que quer dizer o seguinte: pela tradição dos EUA, é melhor Obama ampliar a segurança pessoal dele e rápido. Os outros costumam andar armados de rifles e normalmente têm disposição de resolver as coisas à bala. Vide JFK.

LITERATURA MICRORESUMIDA 1

Posted Quinta-feira, Julho 24, 2008 by VP
Categories: heresias

Baleia feladaputa do caralho! Ainda te pego!

(Moby Dick, Herman Melville)

QUEM CANTA SEUS MALES ESPANCA

Posted Quarta-feira, Julho 23, 2008 by VP
Categories: música

Esta canção - lamento, rapazes e moças - não é para quem está começando com as revistinhas de cifras de violão. Talvez por isso, achar sua letra na rede não seja coisa muito fácil. E mesmo ouvir a música, obscura canção que talvez por ter sido considerada uma das mais difíceis - e só não impossível porque a surpreendente Carol Saboya dela se desincumbiu com maestria - interpretações de todo o cancioneiro, indo de picos de agudo a abismos de grave em poucos instantes, nunca tenha tocado em rádio. Mas o fato desta majestosa e suburbana letra de Aldir Blanc para a insondável melodia de Guinga não ser muito conhecida é um erro grave que por hora, pequenamente, reparo.

Carta de Pedra ( Igreja da Penha)
(Guinga/ Aldir Blanc)

prezado amigo, escrevo pra esclarecer
que mesmo antes de nascer
meu coração se fez humano por ser suburbano
e o agáivê, deu positivo porque meus irmãos
padecem de doença igual
e um degrau atrás de outro degrau
me leva de joelhos à igreja onde Deus me diz
que o humano me é estranho, sim,
porque é meu pai e, ai de mim
nós nos desentendemos sempre
e é assim que se faz canções, escadas, catedrais
que depois não visitamos mais
dão de nós o melhor testemunho.

prezado amigo, eu vi sair do papel
a pedra e o fogo que há no céu
e tudo parecia letra de chorinho e então também chorei
os meus avós e o pai são os degraus
aonde eu piso em direção ao caos
mas posso ver na beira goiabeiras, limoeiros, pés de sapoti
e a Penha volta aqui
feito o mito de uma Ressurreição
a hóstia é pedra hei de ralar,
a Santa não pode cumprir o que não me crismar
o pai que eu amo não demora
a valsa chora e eu sei que chora
pelas penhas que eu vou inventar
até que a própria Virgem mande eu descansar

O OVO DA SERPENTE

Posted Terça-feira, Julho 22, 2008 by VP
Categories: atualidades, mau humor

Eu tô cantando essa bola faz tempo. Isso vai dar mjerda.

A propósito, tenho que dar razão ao Tutty Vasques. Os eleitores do Rio estão fazendo de um tudo para, um dia, sentirem saudades daquela ex-governadora cujo nome (toc-toc-toc) dá até azar.

Gozado é que a Garotinha Jr., há uns poucos tempos, era até jeitosinha. Dia desses, ouvi dizer que ela está solteira. Agora entendo porque. Encarar sogrão e sogrona desses já é dose para elefante. Agora, encarar uma menina que está com a cara de suíno do sem-vergonha, isso já é masoquismo.

PIRÃO DROPS

Posted Segunda-feira, Julho 21, 2008 by VP
Categories: atualidades, pirão drops

- Dercy morreu. Putaquilparil caralho.

- Não, eu não quero saber de política, eu não quero saber de banqueiros presos, eu quero que vá tudo pro inferno. Tá, é mentira.

- Passei algumas horas com meus filhos no Downtown da Barra, ontem, para assistir o Kung Fu Panda. Em menos de 10min, fomos incomodados por diversas pessoas, todas com carinha de ricas e bem nascidas. Um moleque mal-educado, na frente dos pais, arrancou um cardápio das mãos da Thania aos berros. Duas meninas de 4 anos conseguiram a proeza de deixar o Léo, que não se incomoda com nada, puto. Chamaram ele de gordo (não é, nem de longe) e disseram que o sobrenome dele não tinha graça nenhuma. Uma velhota perseguiu meus filhos, atirando fumaça de cigarro na cara deles. Até as vendedoras do McDonalds resolveram que não queriam vender água mineral para a Thania e as crianças. Dois minutos depois eu fui lá, com meus lindos olhos azuis de gringo e um largo sorriso e comprei a água. E então, ao contrário de tudo o que eu sou, ao me ver com as águas na mão, eu paguei um esporro em regra aos vendedores do quiosque, até que eles me pedissem desculpas pela desfeita. É por essas e outras que eu não moraria na Barra nem que me pagassem. Aquilo é uma não-cidade, de não-cidadãos.

- As estatísticas da queda de atendimentos de acidentados de trânsito é notável em todo o país. É só procurar. Mas, os bem-educados brasileiros das classes mais abastadas continuam fazendo vítimas por aí, atropelando crianças, negando socorro, andando em alta velocidade pela contra-mão. Pena que essa gente não morre sozinha.

- Felipe Massa continua regular no campeonato. Mas do jeito que o Hamilton está correndo, o brasileiro vai precisar de mais do que competência. Vai ter que ter sorte. Pelo menos parece que na briga interna da Ferrari, dessa vez ele ganha do Raikkonen. E gostei de ver o filho do Nélson no pódio. Será que o sobrinho do Senna virá mesmo ano que vem?

- Passem no Escudinhos. Passem no Escudinhos. Passem no Escudinhos.

IN THE PLAYERS

Posted Quinta-feira, Julho 17, 2008 by VP
Categories: música

Ultimamente, tenho ouvido o seguinte:

No iPod: Hard Sun (Eddie Vedder), Save it for your prayers (Duffy); Love is a losing game (Amy Winehouse),  Heartland (U2); Clareana (Boca Livre).

No iPobreLittle Pieces (Juliana Hatfield), o excelente álbum Viva la Vida (Coldplay) e o White Chalk (P.J. Harvey), que o Biajoni não gostou e portanto eu tinha grandes chances de gostar. Também ando escutando Mallu Magalhães, em especial Folson Prison Blues (Johnny Cash). Baixei o Transa (Caetano Veloso) e ouvi também. Muita gente adora de paixão. Achei um saco.

GRANDES REMIXES JAMAIS OUSADOS 9

Posted Quarta-feira, Julho 16, 2008 by VP
Categories: música

Se você quer
Pode sentar no meu colinho, neném
Eu sou santinho
Juro pela minha avó
Que eu ía só cobrir você
Com mil beijinhos
E dizer baixinho
Eu tenho estado tão só

Mas se você desse um sorriso engraçadinho, neném
Eu te puxava com jeitinho
Pra mim
E começava
A te fazer carinho, neném
Devagarinho
Pra não ter mais fim

(Maurício Maestro (Boca Livre) in Neném)

I Want To Love You (P.Y.T.)
Pretty Young Thing

(Michael Jackson in P.Y.T)

ESCUDINHOS

Posted Domingo, Julho 13, 2008 by VP
Categories: futebol

E finalmente está no ar o blog sobre futebol que eu vinha prometendo há alguns… meses? pas de probleme. Eis aqui abaixo o primeiro post do Escudinhos. E daqui a algumas… horas? os primeiros trabalhos. Have lots of fun.

“Caros amigos, leitores, torcedores, apaixonados por futebol, inicio hoje esta saga interminável com a intenção de divertí-los e levar ao lume um pouco das centenas de histórias interessantes que envolvem o velho e rude esporte bretão que eu guardo em minha memória (auxiliado, claro, pelos gugoles de plantão…).

Antes de mais nada, contudo, acho que vale um pequeno preâmbulo sobre o assunto que pretendo abordar. Para começar, queria me referir a um texto: este, sobre a falta de uma Rede Social de Futebol no Brasil. Pois bem, ela está sendo iniciada em vários lugares, com visões diferentes e complementares. Sites com dados históricos sobre futebol existem aos montes, sem contar, claro, as páginas oficiais dos clubes. Começam a bombar também comunidades de colecionadores, como a do excelente site Minhas Camisas, do Felipe Marx, de São Paulo. Paralelamente, muitos designers, há anos, já produzem um vasto acervo histórico sobre os uniformes dos clubes, contando inclusive com a participação de desenvolvedores criativos de uniformes ainda não usados - conhecidos popularmente como mocapeiros, do inglês mock-up (modelo) - sem falar nas incontáveis galerias fotográficas sobre futebol . Vários desses sítios podem ser percorridos aqui ao lado, no blogroll.

Minha humilde participação vai tentar contemplar, entretanto, um aspecto pouco trabalhado nessa grande rede virtual de apaixonados: a questão das cores do futebol. E vejam, quando eu falo disso, não me refiro a tons de vermelho ou azul, ou pantones, ou padronagens. Falo da simbologia da coisa.

É que o torcedor e apaixonado costuma procurar na rede as informações sobre seus times de preferência. Muitos livros são escritos sobre agremiações em especial e sites e mais sites sobre times são criados. Mesmo nas páginas de designers, de escudos, de numerações e de uniformes, a tendência é isolar cada time, mesmo quando a coleção é enorme. Só que antes de mais nada, futebol é uma batalha entre duas equipes. E isso, apesar de óbvio, é visualmente esquecido, a não ser nas galerias de fotos. Historicamente, a questão das partidas em si é tratada muito mais estatisticamente que visualmente.

Para falar - e mostrar esse assunto - eu escolhi um tema que parece anacrônico nesses dias de Fifa Soccer, Winning Eleven e PES: o velho jogo de botões. Eu, que comecei minha “carreira” de desenhista gastando centenas de folhas semanais de papel ofício e hidrocores rabiscando escores de jogos, passei muito tempo reciclando meus botões antigos com adesivos feitos à mão, em intermináveis tardes de gazeteamento de estudo. Tendo, há mais de dez anos, descoberto as maravilhas da diagramação eletrônica - e em especial, os apaixonantes programas vetoriais - transferir meu trabalho de colecionador de botões das caixas de sapato para as pastas no micro foi um pulo. O resultado desses anos de aperfeiçoamento será colocado neste site, junto com a habitual verve que meus leitores acompanham no Pirão Sem Dono há mais de cinco anos.

Somente uma coisa muda: no Pirão, eu falo de minhas paixões como elas são: paixões. Aqui no Escudinhos, os times dos quais eu falarei não serão exatamente aqueles pelos quais eu torço. Muitas vezes eu falarei de times pelos quais eu não nutro qualquer simpatia, pelo prazer de buscar duas coisas em especial: a propagação da gentileza, do fair play, do respeito e da honra dos grandes combatentes e a disseminação da idéia de que a parte inexiste sem sua contraparte. O que seria, afinal, do Batman sem o Coringa? E do Superman sem Lex Luthor? Teria o Flamengo o tamanho que tem sem que houvesse o Vasco para enaltecer suas vitórias? Que dizer de rivalidades tão coloridas e ricas quanto entre Real Madrid e Barcelona, River Plate e Boca Juniors, Internacional e Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro? O que é um estádio repleto de apenas um time, uma cor, um lado da história, senão solidão e impossibilidade?

Este é o caminho que escolhi, portanto. O de tratar a rivalidade no campo que ela merece ser tratada: o do esporte e no limite das linhas. Meu trabalho será o de disponibilizar tanto para registro quanto para diversão e coleção cartelas de times de botão que representem kits de uniformes, grandes clássicos e jogos inesquecíveis. Também pretendo colocar no ar trabalhos vetorizados de numerações, marcas de fabricantes e escudos que não estejam disponíveis na rede ou melhorados por mim, sempre, é claro, com o devido crédito, que essa sempre foi minha atitude nesses cinco anos.

E no mais, o que eu posso dizer é: sejam todos muito bem-vindos ao Escudinhos.”

NOMES

Posted Quinta-feira, Julho 10, 2008 by VP
Categories: atualidades, heresias, mau humor

Luciana Gonçalves Novaes. Camila Magalhães Lima. Ana Carolina da Costa Lino. Gabriela Prado Maia Ribeiro. Rodrigo Netto. Fernando Villela. João Hélio. João Roberto.

Apenas uma fração miserável de nomes de mortos e feridos nessa guerra insana que nós, cariocas que moramos no Rio, e não os que estão de fora e do alto de seus escritórios refrigeradinhos, tecendo loas e amores IRRESPONSÁVEIS por essa cidade, enfrentamos diariamente feito mariscos entre o mar e a pedra.

Porque há muitas coisas que não precisavam estar na minha mente, guardadas com essa deferência. Mas esses nomes estão. É uma fração que eu não consigo esquecer.

Minha vontade hoje não é nem a de ir embora.

É de chorar. De raiva e de medo.